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Empreendedorismo e Propósito

Empreendedorismo e Propósito

Propósito é uma necessidade humana, abrangendo tudo o que fazemos. Uma das marcas das organizações chamadas de “exponenciais” é ter um Propósito Transformado Massivo (PTM), uma visão que a muda a cultura interna, movendo uma equipe para um impacto externo, criando comunidades, unindo pessoas.

Ninrode pode ter sido o primeiro a pensar assim. No livro de Gênesis é dito que ele foi o primeiro a ser grande (Gn 10.8), e assim o primeiro a construir um “império” (Gn 10.10).

Ninrode empreendeu além do comum, foi um exímio caçador e governante a ponto de virar uma lenda; ao falar de coisas grandiosas, as pessoas diziam: “como Ninrode, poderoso caçador diante do Senhor” (Gn 10.9), expressão que indica que Ninrode abençoava pessoas, ainda que fique implícito na história bíblica que, para isso, conquistasse outros, estando mais para um tirano que para um benfeitor.

É no império de Ninrode que surge a ideia de construir a torre em Babel, com propósitos muito bons, inicialmente: uma Cidade para dar segurança e relevância aos seus fundadores.

O empreendedorismo de Ninrode e dos seus é tão marcante que, numa época em que as construções dependiam de pedras, a cidade foi construída sem esses recursos, criando uma nova tecnologia: os tijolos.

Depois de Babel, a narrativa bíblica se concentra em Abraão e seus descendentes. Entre os capítulos 11 e 12 de Gênesis, há um espaço de vários anos, mas vendo os dois textos assim, lado a lado, ficam nítidas as semelhanças e contrastes entre Ninrode e Abraão (Gn 12.1-3).

  • Ninrode queria construir uma cidade, Deus promete fazer de Abraão uma nação.
  • Ninrode queria ter relevância, marcar a história; Deus promete engrandecer o nome de Abrão.
  • Ninrode queria segurança; Deus promete proteger Abraão.
  • Ninrode não tinha propósito; era empreendedorismos por mero empreendedorismo. Deus promete abençoar Abraão, para assim abençoar toda a humanidade.

Babel é a origem de Babilônia, um império que se tornou contrário a Deus, e comumente usado na Bíblia como exemplo de rebelião. Abraão se tornou o fundador da nação de Israel, influenciando todo o mundo. O contraste entre ambas as histórias demonstra que não basta empreender, é preciso ter um propósito que vá além da inovação, da geração de riqueza, da relevância e da própria segurança. É preciso pensar em como abençoar pessoas com aquilo que Deus nos permite empreender.

Sobre nós está a benção de Abraão. Sobre nós, deve estar o propósito de Abraão. Somos abençoados, para abençoar.

 

 

 

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