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Dai a César o que é de César - O cristão e a carga tributária no Brasil

Dai a César o que é de César - O cristão e a carga tributária no Brasil

Quando Jesus foi questionado se era lícito pagar tributo à César, Ele tomando uma moeda perguntou-lhes: de quem é essa imagem e inscrição? E eles responderam: de César. Então lhes disse: Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

Essa passagem do evangelho de Mateus 22:17-21 ilustra claramente a posição cristã em relação aos impostos.

Como dá para perceber, essa questão envolvendo impostos é muito antiga. Peças de barro de 4000 a.C. encontradas na Mesopotâmia são os documentos escritos mais antigos que conhecemos. E o mais antigo desses documentos faz referência aos impostos. Os sumérios, além de entregar parte de sua produção de alimentos, eram obrigados a trabalhar cinco meses por ano para o rei (qualquer semelhança é mera coincidência).

A grande questão não é se os impostos são lícitos ou não, já que são impostos legais, mas sim quão justos eles são.

Em um país onde existem 63 impostos, taxas e contribuições de toda e qualquer natureza e uma das maiores cargas tributárias do planeta, fica difícil avaliar sobre a justiça da cobrança de impostos e a correta aplicação dos recursos recolhidos pelas autarquias, diante das mazelas e injustiças sociais que vivenciamos no Brasil.

E qual o nosso papel como cristãos diante disso tudo? Vamos ser sinceros. Qual nosso sentimento diante de tamanha carga tributária a qual somos submetidos, seja como pessoa física ou jurídica, quando vemos que nosso suado dinheiro está indo parar na “cueca” de alguém em vez de cumprir com seu papel de contraprestação de serviços públicos?

Não é fácil. Nosso primeiro sentimento é de injustiça e revolta. E para minimizar esses sentimentos nos vemos tentados a efetuar justiça com as próprias mãos sonegando impostos (não confundir planejamento tributário com sonegação fiscal) e tentando justificar nossas ações, afinal, o governo não nos dá nada em troca mesmo. Mas pode ter certeza que essa não é a melhor alternativa.

Nós como cristãos não podemos ser coniventes com essa injustiça social. Como dito, não podemos esquecer que, justos ou não, os impostos são obrigações legais instituídas pelos líderes políticos que nós mesmos elegemos.

Nosso papel como cristãos, nesse quesito, é cumprir com nossas obrigações legais e tributárias, porém sem deixar de acompanhar e cobrar nossos representantes políticos sobre a correta aplicação dos nossos recursos. Sem nunca, porém, esquecer que Deus tem o controle de tudo e é para Ele que deve ser a nossa prestação de contas. Pois como já disse Jesus: Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

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