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A ocorrência de fraudes pode ser um sinal da falta de valores Divinos nos negócios?

A ocorrência de fraudes pode ser um sinal da falta de valores Divinos nos negócios?

Pesquisa recente divulgada pela PwC, indica que, no Brasil aproximadamente 46% dos executivos participantes da pesquisa foram vítimas de pelo menos um caso de fraude nos últimos 24 meses. Além desse número, que por si só, já é assustador, a pesquisa aponta também que 44% dos fraudadores são agentes internos e 23% das fraudes ocorrem através de conluio entre agentes internos (colaboradores, terceiros, etc.) e agentes externos (clientes, fornecedores, etc.).

Ou seja, 67% das fraudes (2 em cada 3 casos) envolvem pessoas que estão dentro da corporação.

É um número assustador e que demonstra o atual estado de degradação de nossa sociedade. Assim, podemos dizer que nenhuma organização hoje é imune a fraudes, seja ela de qualquer natureza.

Atualmente, as grandes organizações investem milhões em sistemas e políticas de controles que buscam impedir, ou pelo menos, minimizar a ocorrência de fraudes. Mas parece que quanto mais se investe, mais aumenta a ocorrência. Pelo menos é isso que indicam as pesquisas, pois esses percentuais vêm se mantendo em níveis cada vez mais elevados ano após ano.

Segundo Hans Ulrich Reifler, uma das definições sobre ética cristã é: “Ciência da conduta humana, determinada pela conduta divina”.

Olhando para esses números, vemos clara e tristemente, que a conduta humana não tem sido determinada pela conduta divina, pelo contrário.

A palavra de Deus diz: “Não furtareis, nem mentireis, nem usareis de falsidade cada um com o seu próximo” (Levítico 19.11). Se fosse seguido somente esse versículo, com certeza, já não teríamos tantos casos de fraudes.

Mas como blindar uma corporação contra fraude? Infelizmente, isso é utópico. As condições que levam um agente, seja ele interno ou externo, a cometer uma fraude são as mais diversas possíveis e envolvem desde necessidades financeiras imediatas ou não, falhas de caráter e até mesmo psicopatias.

Porém, para tentar evitar ou pelo menos minimizar o risco de fraude, deve-se ir muito além da implantação de políticas, procedimentos e sistemas de controles que são, sem dúvida, essenciais para prevenir fraudes. Os valores cristãos inseridos na missão, na visão, o bom exemplo da alta administração, a justiça no tratamento de eventuais casos de fraude descobertos, são fatores que devem estar impregnados na cultura da empresa.

Mas afinal, que valores são esses? São os princípios contidos na Palavra de Deus e que devem ser o alicerce sobre o qual nossa vida deve ser firmada e consequentemente refletida em nosso comportamento como líder empresarial.

Valores tais como: honestidade, justiça, verdade, solidariedade, bondade, lealdade, entre outros, devem estar implícitos na forma como a organização conduz seus negócios. Eles podem até estar descritos em um Manual de Conduta, ou Manual de Ética, mas se não estiver na cultura da organização, de nada adianta. Valores cristãos têm que ser vividos, praticados e não só escritos. A prática do “faz o que eu falo, não faz o que eu faço”, não poderia ser mais perniciosa.   

Uma empresa com uma cultura voltada para os valores cristãos, tende a atrair parceiros com a mesma cultura, sejam internos ou externos.

Não estamos falando em contratar apenas colaboradores crentes ou fazer negócios somente com empresários cristãos, pelo contrário, mas sim de aplicar os valores cristãos de forma que os parceiros se identifiquem com a cultura aplicada e sejam por ela atraídos e constrangidos, sejam eles cristãos ou não.

Apesar de entender que isso sozinho não garante que estamos livres de fraude, entendo que isso pode gerar boas consequências, já que, seguir uma conduta divina e colocar tudo o que temos e somos a serviço do Reino de Deus é o que podemos fazer de prático, para levar todos os envolvidos a valorizarem mais a honestidade.  

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